Curiosidade fóssil: Megalodon



Você já ouviu falar no Megalodon? Estes tubarões surgiram há 23 milhões de anos, no Mioceno (Era Cenozóica), e chegavam a 18 metros de comprimento. ⁣O Otodus megalodon foi o maior tubarão a nadar nos oceanos da Terra.

Pelo seu tamanho, agilidade e poder de mordida estimada, eles eram capazes de se alimentar de muitos animais, inclusive baleias e tartarugas gigantes. ⁣

Vértebras e mandíbula são os materiais mais comuns em fósseis desse animal. Por conter esqueleto cartilagionoso, que é mais difícil de se preservar, outras estruturas do esqueleto são raras, o que dificulta o entendimento das relações evolutivas do Megalodon com os tubarões modernos.

Embora os filmes continuem alimentando a ideia de que eles vivem nos oceanos, eles estão extintos!⁣

Recentemente, pesquisadores descobriram que esses animais de extinguiram há cerca de 3,6 milhões de anos (1 milhão de anos antes das estimativas anteriores). ⁣


Essa divergência de datas de extinção proposta por diferentes trabalhos é muito comum na paleontologia. Assim que um grupo de pesquisadores descobre um material fosssilifero mais completo daquele mesmo animal, datações fossilíferas são feitas e estimativas mais apuradas podem ser obtidas.⁣

A nova data de extinção do Megalodon coincide com o surgimento do tubarão-branco moderno, Carcharodon carcharias, que surgiu entre 3,5 e 4 milhões de anos atrás, sugerindo que essa mudança na hierarquia marinha possa ter influenciado no destino do megalodon.⁣

Contudo, não é descartada a influência do clima na extinção do Megalodon. Segundo os autores, para algumas espécies, pode ter sido principalmente o clima, para outras, a evolução de novas espécies como a do tubarão branco que, por competição, eliminaram o Megalodon. Para outras, uma combinação de tudo isso.⁣

É difícil dizer exatamente o que aconteceu nos oceanos, e qual fator predominou nesse caso. Como um dos autores citou, “Uma das coisas mais fascinantes da paleontologia é a possibilidade de explorarmos a história da vida; Quanto mais pessoas estiverem procurando e quanto mais profunda for essa análise da história da Terra, mais podemos aprender".